Blockchain: Entenda o que muda no mundo corporativo

O blockchain pode trazer uma série de benefícios para as empresas como redução de custos com segurança e infraestrutura e aumento da produtividade.

Atualmente, blockchain é considerada uma das tecnologias com maior potencial de inovação disruptiva existentes no mercado.

Antes, apenas utilizada como infraestrutura para as transações de bitcoin (moeda digital), a tecnologia tem chamado a atenção de companhias no mundo todo, sendo, inclusive, tema de estudos aprofundados por praticamente todas as instituições financeiras, além de empresas dos mais diversos segmentos de mercado.

Blockchain ainda é um assunto novo e também um tanto complexo. Já se fala que essa tecnologia mudará completamente o mundo como o conhecemos devido ao seu potencial revolucionário para gerar novas oportunidades de negócios.

O Blockchain é um tipo de banco de dados (um livro público) distribuído que permite armazenar os registros de todas as transações digitais, de forma permanente, anônima, descentralizada e à prova de violação.

Esses registros são feitos em blocos e uma vez que um bloco é concluído, ele é guardado na blockchain. Toda vez que um bloco é finalizado um novo é gerado a cada 10 minutos, em média. Existe um número incontável de blocos na blockchain que são conectados uns aos outros (como uma corrente) onde cada bloco contém uma referência para o bloco anterior.

Os blocos que compõem a blockchain contém hashes (funções matemáticas que permitem gerar um código ou assinatura única para qualquer documento digital) que interligam e indicam informações na base de dados. Assim, a tecnologia dispensa a necessidade de uma autoridade central, uma vez que distribui a responsabilidade da veracidade das informações com todos os integrantes da rede.

Dessa forma, a blockchain permite oportunidades em diversas áreas, sendo uma alternativa, por exemplo, para o setor público, atuando como fiscalizador contra corrupção, uma vez que pode substituir as atividades exercidas por cartórios, entre outras autoridades públicas.

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No universo corporativo, a blockchain pode trazer uma série de benefícios como redução de custos com segurança e infraestrutura; aumento da produtividade; geração de novos serviços; aumento da capilaridade e potencial de atendimento; e transparência das informações, frente ao governo e a sociedade.

Assim, é mais fácil imaginar as possibilidades da blockchain e como ela pode ser aplicada, tanto como tecnologia quanto conceito, no universo de gestão de processos (BPM) e documentos (ECM). Isso porque a partir do momento em que você armazena uma informação nesta rede, ela será perpétua, confidencial e impossível de ser alterada sem o conhecimento de todos os integrantes da cadeia.

Torna-se mais acessível financeiramente, qualquer empresa pode garantir a autenticidade e transparência das suas atividades, aperfeiçoa seus processos com maior agilidade às transações, bem como obter maior segurança e controle das informações, sem a necessidade de intermediação de terceiros, nem de um sistema centralizado.

Essa tecnologia já é considerada peça-chave para a chamada Indústria 4.0, que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e TI, como Internet das Coisas (IoT) e cloud computing.

Análise conjunta da Accenture com a McLagan

Nessa análise foi aplicado dados bancários reais e modelos operacionais para avaliar o potencial dos registros distribuídos.

A tecnologia de blockchain poderá reduzir em até 30% os custos de infraestrutura de oito dos dez maiores bancos de investimento do mundo, ou seja, de US$ 8 bilhões para US$ 12 bilhões em economia de custos anuais, segundo um novo relatório da Accenture.

As conclusões são do relatório “Banking on Blockchain: A Value Analysis for Investment Banks” e baseiam-se na análise de dados de custos de oito bancos, realizada pela McLagan, empresa do grupo Aon plc. A avaliação incluiu dados de mais de 50 métricas operacionais de custo, por meio da aplicação do modelo de Banco de Investimento de Alta Performance, da Accenture.

“As instituições de mercado de capital enfrentaram uma avalanche de pressões por receitas e custos de conformidade normativa nos últimos anos, levando-as a investir em tecnologias emergentes como alavanca para melhorar a rentabilidade,” destaca Richard Lumb, líder de serviços financeiros da Accenture. “Por meio desta análise inédita de dados reais de custo, aplicados aos nossos modelos operacionais da indústria, podemos traçar uma linha mais clara do valor potencial do blockchain para os bancos de investimento.”

David Treat, diretor executivo da prática de blockchain da Accenture, destaca: “Dado o enorme custo de reconciliação de dados que faz parte de todos os aspectos da indústria do mercado de capitais, não é nenhuma surpresa vermos uma quantidade significativa de investimento em blockchain. Mas, como acontece com qualquer tecnologia emergente, compreender o que esses investimentos podem produzir é um desafio. À medida que avançamos nas implementações de produção, os executivos de bancos precisarão de um claro roteiro para como e onde repensar suas estratégias e reformular seus modelos de operação, razão pela qual empreendemos este estudo inédito”.

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Historicamente, os bancos de investimento mantiveram de forma independente seus próprios bancos de dados de transações, informações de clientes e demais elementos. Para garantir a precisão e a integridade deste conteúdo, os bancos devem conciliar regularmente as informações, o que é um processo complexo, de mão de obra intensiva e, por vezes, propenso a erros.

As tecnologias de blockchain potencializam os avanços em software, comunicação e criptografia, que permitirão aos bancos de investimento migrar a manutenção de uma estrutura de banco de dados separada e fragmentada para um banco de dados compartilhado e distribuído, que abrange toda a organização.

O blockchain suporta um registro digital compartilhado das transações gravadas e verificadas na rede de participantes. Com a tecnologia, as transações residem em uma estrutura de dados inviolável, visível para todos e que fornece os níveis necessários de segurança e acesso para cada usuário.

De acordo com o relatório, áreas-chave da economia resultante do uso da tecnologia blockchain estavam em processos de middle-office e back-office. Por exemplo:

Relatório de finanças: os custos poderiam diminuir em até 70% como resultado da qualidade dos dados otimizados, transparência e controles internos;

Conformidade: os custos com conformidade poderiam cair entre 30% a 50%, devido à maior transparência e auditabilidade das operações;

Operações centralizadas: apoiar funções como “Conheça seu Cliente” e sua integração poderia trazer economias de 50% por meio do estabelecimento de processos mais eficientes para gerenciar identidades digitais e mutualizar os dados do cliente com segurança em múltiplos bancos;

Operações de negócios: como o apoio ao comércio, middle office, liberação, liquidação e investigações, também poderiam reduzir seus custos operacionais em 50%, diminuindo ou eliminando a necessidade de reconciliação, confirmação e análises de troca de moeda.

“Esta análise conjunta com a Accenture sugere que o blockchain possa alterar significativamente os parâmetros operacionais dos bancos de investimentos na próxima década,” avalia Chris Blain, sócio da McLagan. “A tecnologia representa um avanço potencialmente importante em um momento em que os principais bancos de investimento estão buscando inúmeras formas de reconstruir seu retorno sobre o patrimônio.”

 

Fonte: Computerworld

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